Desta equipa sabe-se exatamente o que a camisola quis contar, nem mais uma linha. Chama-se UVA, ou pelo menos é isso que grita nas costas. Joga, ou jogou, algures chamado Santurce, que tanto pode ser a vila portuária de Santurtzi, à saída de Bilbau, como um campo pelado de que só os próprios se lembram. O patrocinador, uma tal Sadab International do Equador, com globo dourado e edifícios em ascensão, sugere emigração: as ligas de fim de semana das comunidades equatorianas na margem esquerda do Nervión estão cheias de equipas assim, fundadas entre turnos e vestidas por catálogo.
E no lugar onde os clubes centenários põem leões, coroas e datas de fundação, o UVA pôs uma folha de canábis. Nenhum escudo do mundo diz tão depressa ao que se vem: onze amigos, uma bola, zero solenidade.
Aqui no Hoopster, é o mistério de estimação do arquivo: se um dia alguém reconhecer o UVA de Santurce, esta ficha está à espera.