A Kappa estreou-se em Mönchengladbach com uma ideia bonita: riscas que se dissolvem, verdes e pretas a esbaterem-se pelo peito abaixo como se a camisola estivesse a ser desenhada em direto. A época de 2013/14 foi a da consolidação da Gladbach de Lucien Favre, sexto lugar e regresso à Liga Europa, com Max Kruse acabado de chegar e a equipa a jogar o futebol paciente que fez escola. Mas esta camisola guarda sobretudo duas despedidas com destino grande. Foi a última época de Marc-André ter Stegen na baliza dos poldros antes de rumar ao Barcelona, o miúdo da casa a sair pela porta que só os melhores usam. E foi vestindo estas cores que Christoph Kramer, emprestado pelo Leverkusen, fez a época que o levou ao Mundial do Brasil, onde meses depois jogaria a final com o mundo inteiro a ver, tão concussionado que perguntou ao árbitro se aquilo era mesmo a final. Campeão do mundo enquanto jogador da Gladbach: coisas que só acontecem às camisolas certas. Riscas desvanecidas, memórias que não se apagam.
Aqui no Hoopster gostamos das camisolas que se despedem sem o saber: nestas riscas em dissolução jogou ter Stegen pela última vez antes do Barcelona. Certas partidas ficam desenhadas no próprio pano.