Uma B-Sport de trabalho com a economia de Cabinda inteira empilhada ao peito: a Sonangol estatal por cima, a Chevron por baixo, as duas potências que disputam o subsolo do enclave no mesmo pano, e o escudo triangular do SCC com o leão de Alvalade lá dentro. Costas limpas, sem número: camisola de clube, não de jogador.
Serviu por volta de 2021/22, com os Leões do Norte no eterno vaivém das divisões angolanas, e conta uma das histórias mais singulares da diáspora leonina: a filial número trinta e um, fundada em 1925, que a independência separou da casa-mãe e o petróleo rebatizou, sem nunca conseguir tirar-lhe as riscas nem o leão.
Aqui no Hoopster este leão conta a versão mais dura da diáspora: não nasceu da saudade de quem partiu, nasceu do império, sobreviveu-lhe, e quando até o nome lhe mudaram, ficaram as riscas. Há fidelidades que nem um século desfaz.