A adidas vestiu o Celtic de 2024/25 com elegância de museu: patrocínios em dourado e creme, como se a própria publicidade pedisse licença às riscas, e a arte dos nós celtas entrançada na fita da gola e dos punhos. Foi uma época de colheita farta e de uma espinha atravessada. Com Brendan Rodgers no segundo ano do regresso, o Celtic conquistou o quarto campeonato consecutivo e venceu a Taça da Liga ao Rangers nos penáltis, depois de uma final louca de seis golos. Na Liga dos Campeões, no novo formato de fase de liga, fez a melhor campanha europeia em mais de uma década: goleadas em casa, apuramento para o playoff e uma eliminatória com o Bayern de Munique decidida já nos descontos da segunda mão, com o colosso bávaro a suspirar de alívio. A espinha chegou em maio, no lugar mais improvável: a final da Taça da Escócia perdida nos penáltis para o Aberdeen, que não a ganhava desde 1990. Uma camisola de gala para uma equipa quase perfeita, a provar que na Escócia até os anos de domínio absoluto guardam uma emboscada.
Aqui no Hoopster esta camisola fica como a elegância recompensada: dourado discreto, nós celtas na fita e mais um campeonato na estante, com a Europa a acabar aos pés do Bayern nos descontos. Perder assim também é uma forma de grandeza.