A adidas teceu tartan dentro das riscas do Celtic, e o pano escocês assistiu à época mais louca do futebol escocês em quarenta anos. Tudo começou a desabar cedo: eliminação da Champions frente ao Kairat de Almaty, Brendan Rodgers em guerra aberta com a direção por causa do mercado e demissão em outubro, Martin O'Neill chamado aos 73 anos para segurar o barco, a passagem relâmpago e desastrosa de Wilfried Nancy, trinta e um dias que envergonharam meio Glasgow, e o regresso definitivo de O'Neill em janeiro. Lá fora, o Hearts de Derek McInnes fazia a melhor campanha de um clube fora do Old Firm em décadas e chegou à última jornada a sonhar com o primeiro título desde 1960. Em Celtic Park, a 16 de maio de 2026, o Celtic venceu-o por 3-1 e selou o quinto campeonato consecutivo, o 56º título escocês da sua história, o que desempatou de vez a contagem com o Rangers e fez dos verdes os recordistas absolutos do país. A Taça da Escócia fechou a dobradinha, e O'Neill, o homem da camisola dos 103 pontos de 2001/02, escreveu vinte e cinco anos depois o epílogo que ninguém previu. O caos raramente acaba em festa. Este acabou.
Aqui no Hoopster o tartan destas riscas conta a época mais louca que Glasgow viu em décadas: três treinadores, um clube em guerra consigo próprio e, ainda assim, o título na última jornada. Há casas que nem em crise perdem o costume de ganhar.