Uma Nike de trabalho, de mangas compridas para os invernos da charneca, com o logótipo do TSV Wietze em caixa ao peito e a mobilcom-debitel, a retalhista alemã das telecomunicações, ao centro. Match worn com o 4 nas costas por baixo do nome do clube, à moda alemã de estampar o coletivo em vez do indivíduo: a camisola pertence ao plantel, não a um nome.
Serviu por volta de 2011/12 nos campeonatos do círculo de Celle, o habitat de sempre de um clube centenário, numa aldeia que em tempos foi o centro do mundo: Wietze teve um dos primeiros poços de petróleo do planeta e o primeiro campo petrolífero da Alemanha. O ouro negro esgotou-se há um século; o futebol de domingo nunca.
Aqui no Hoopster esta camisola conversa com a do clube mineiro de Piberstein: duas aldeias que deram energia a um país e guardaram as riscas para si. A história industrial da Europa também se conta em pano de jogo.