No Sporting, o futebol é a montra, mas o atletismo é o cofre. Nenhuma secção do clube encheu tantas prateleiras: foi com o leão ao peito que Carlos Lopes correu para a maratona de Los Angeles em 1984 e trouxe o primeiro ouro olímpico da história de Portugal, que Francis Obikwelu voou para a prata nos 100 metros em Atenas 2004, e que geração após geração o clube dominou o corta-mato europeu de clubes. Esta camisola de alças, de 2020, pertence a esse universo: costas nadador, tecido leve de competição, Agriloja repetida na frente e nas laterais, o uniforme de trabalho dos atletas leoninos num ano em que o mundo parou e os Jogos de Tóquio ficaram em suspenso. Quando finalmente se correram, em 2021, Patrícia Mamona saltou para a prata olímpica no triplo com o Sporting no currículo. Ao lado das camisolas de futebol, esta peça lembra o que o próprio nome do clube diz e às vezes se esquece: o Sporting nunca foi só futebol. Um clube eclético, resumido numa camisola sem número e sem nome, feita para correr.
Aqui no Hoopster o atletismo entra pela porta grande: a camisola de alças da secção que mais glórias deu ao leão, herdeira de Carlos Lopes e Obikwelu. Nem todas as riscas correm atrás de uma bola, e algumas correram para o ouro.