A Umbro tratou o Raja como os ingleses tratam os clubes de tradição: riscas com o padrão do escudo em jacquard, losangos clássicos na gola e, nas costas, um pequeno santuário: o escudo antigo bordado sob a nuca, Raja Achaâb, o Raja do povo, escrito em árabe por baixo, e 1949 na bainha. Uma camisola principal com alma de peça de herança.
A época 2024/25 foi bem menos poética: campeões em título após a dobradinha invicta selada com um 3-0 ao Mouloudia de Oujda, velho conhecido deste arquivo, os Verdes gastaram treinadores ao ritmo das estações, com o português Ricardo Sá Pinto de passagem no outono, e jogaram longe do Mohammed V em obras, enquanto o título fugia para Berkane.
Aqui no Hoopster, entra o clube que se chama esperança: nasceu num bairro em luta e continua a ser do povo, como está bordado na nuca.