A despedida da Puma ao fim de oito épocas foi também a camisola de um recomeço. Vinha o Sporting do pior classificativo da sua história, um sétimo lugar em 2012/13 que envergonhou gerações, e com Bruno de Carvalho recém eleito e Leonardo Jardim no banco a equipa deu a volta numa única época: segundo lugar, regresso à Liga dos Campeões e uma espinha dorsal com Rui Patrício, William Carvalho, Adrien e Fredy Montero que devolveu a Alvalade a vontade de ver futebol. A camisola acompanhou a mudança de ciclo também nos patrocínios: o grupo PT consolidou as suas marcas e o bloco preto da MEO estreou-se ao peito, com a jovem MOCHE na manga e o patch roxo da Liga Zon Sagres no ombro, um conjunto que data a peça ao ano. No desenho, a Puma repetiu a fórmula clássica de 2011/12, com o SCP sobre o emblema e a gola agora em bico, e trouxe de volta uma velha mania: o buraco verde nas costas, o remendo que interrompe as riscas e que os puristas nunca perdoaram. Saiu com estilo e com a casa arrumada. Poucos fabricantes se podem despedir assim.
Aqui no Hoopster esta despedida é também um recomeço: a última Puma vestiu a ressurreição depois do pior ano da história, com Jardim a devolver a Alvalade a vontade de ver futebol. Há adeus que sabem a primeiro dia.