Se a camisola de 1999/00 acabou com o jejum, esta confirmou que não tinha sido acidente. Em 2001/02, com László Bölöni no banco e Mário Jardel num estado de graça que lhe rendeu 42 golos no campeonato e a segunda Bota de Ouro europeia, o Sporting foi campeão nacional e juntou-lhe a Taça de Portugal, batendo o Leixões na final do Jamor para fechar a dobradinha. A Reebok desenhou um modelo com painéis brancos dos ombros às axilas a cortar as riscas, debruado preto e o quadrado da PT ao peito, com o padrão tonal "Sporting" e o vetor da marca no tecido. Foi também a época de transição do emblema: o novo símbolo começou a aparecer nas camisolas, mas conviveu com o antigo, e esta versão ainda ostenta o escudo clássico com a sigla SCP, o último a cumprir os estatutos do clube durante uma década. Ninguém imaginava então que seria a última camisola campeã em 19 anos: o título seguinte só chegaria em 2020/21. Uma camisola de glória com prazo de validade que ninguém leu.
Aqui no Hoopster esta camisola vestiu 42 golos de Jardel e uma dobradinha inteira, e depois carregou dezanove anos de saudade como última campeã. Nenhuma peça do leão foi tão relida à espera de sucessora.