Ao fim de uma década, o Sporting voltou a vestir-se conforme os próprios Estatutos. As iniciais SCP regressaram ao seu lugar por cima do emblema, o colarinho clássico substituiu as golas modernas, e as riscas voltaram a correr limpas de uma ponta à outra. A Puma, na despedida do desenho arrojado dos anos anteriores, fez a camisola mais intemporal do seu contrato. E a época esteve à altura da elegância, pelo menos na Europa: com Ricardo Sá Pinto a pegar na equipa a meio da temporada, o Sporting eliminou o Manchester City dos milhões nos oitavos da Liga Europa e só caiu nas meias finais, frente ao Athletic de Bielsa, depois de ter vencido a primeira mão em Alvalade. Foi a melhor campanha europeia dos leões em décadas. Cá dentro, o quarto lugar soube a pouco e a final da Taça de Portugal perdeu-se para a Académica, no Jamor. Uma camisola que não ganhou nada e mesmo assim ficou como referência: às vezes basta estar certa. E esta, pela primeira vez em dez anos, estava certa até nos Estatutos.
Aqui no Hoopster esta camisola repôs a ordem dos Estatutos: as iniciais no seu lugar, o colarinho clássico e uma marcha europeia até às meias finais. Quando o leão se veste como manda a lei da casa, a Europa repara.