A Puma arriscou em 2010/11: painéis curvos a moldar as riscas, costas quase todas verdes e um corte justo que dividiu opiniões mas envelheceu bem. A tmn regressou ao peito, com a Super Bock nas costas e a meo no ombro, o ecossistema completo de patrocinadores da época. Em campo, foi um ano de terra queimada. O Porto de Villas-Boas fez um campeonato invicto e o Sporting arrastou-se para um terceiro lugar distante, com Paulo Sérgio a sair a meio e José Couceiro a segurar a reta final. Mas o que esta camisola realmente marca é uma despedida: em janeiro de 2011, Liedson deixou Alvalade rumo ao Corinthians ao fim de oito épocas e mais de 170 golos, o melhor marcador estrangeiro da história do clube a sair pela porta pequena de uma época cinzenta. Foi também a última camisola de riscas tradicionais antes do regresso do emblema clássico em 2011/12. Uma peça de transição em todos os sentidos, do plantel à direção, que nesse março elegeu novo presidente. Às vezes as camisolas dos anos maus contam mais história do que as dos anos bons.
Aqui no Hoopster esta peça é sobretudo um adeus: a última camisola de Liedson em Alvalade, oito anos e mais de 170 golos depois. As épocas más também merecem arquivo quando despedem gente assim.