Dezanove anos depois da camisola de Jardel e Bölöni, foi com esta que a espera acabou. A Macron desenhou riscas de contornos desfeitos, a esboroarem-se nas margens como interferência de televisão, e houve quem torcesse o nariz. Deixou de haver quando se percebeu o que ela estava a vestir: a equipa mais nova do campeonato, com Nuno Mendes, Pote, Palhinha e Matheus Nunes à volta do capitão Coates, orquestrada por um Rúben Amorim de 36 anos em quem quase ninguém tinha acreditado um ano antes. O Sporting atravessou o campeonato praticamente sem perder, ganhou a Taça da Liga em janeiro e selou o título a 11 de maio de 2021, em Alvalade, com um golo de Paulinho frente ao Boavista, com Pedro Gonçalves a fechar a época como melhor marcador da prova. Lá fora, apesar da pandemia, Lisboa encheu-se de verde numa noite que duas gerações de sportinguistas nunca tinham vivido. A camisola de 2001/02 tinha ficado como a última campeã; esta veio finalmente render-la. Entre as duas, dezanove anos de espera que cabem todos nestas riscas desfocadas.
Aqui no Hoopster esta é a camisola que acabou com dezanove anos de espera: riscas desfeitas nas margens, uma equipa de miúdos e o 11 de maio de 2021 gravado para sempre. Quem torceu o nariz ao desenho acabou a abraçá-lo em lágrimas.