À primeira vista é a Puma de 2009/10, com os pumas dourados e os apontamentos pretos. O que a torna rara está ao peito: meo3D. No final dessa época, a MEO lançou o primeiro canal 3D português e levou o futebol para a nova tecnologia, e por isso nalguns jogos o habitual bloco meo ganhou o sufixo 3D, numa variante que durou um punhado de partidas e desapareceu com a própria moda do 3D. À volta, a camisola era um catálogo de publicidade da época: Super Bock sobre o nome, BES e tmn nos ombros, Liga Sagres nos números. Nas costas, o 31 de Liedson, o brasileiro naturalizado que nesse ano foi ao Mundial por Portugal e continuou a fazer o que sempre fez, marcar. Em campo, a época foi para esquecer: Paulo Bento saiu em novembro, Carlos Carvalhal pegou na equipa e o Sporting caiu para um quarto lugar, com a nota positiva a chegar da Liga Europa, onde só o Atlético de Madrid, futuro vencedor, travou os leões nos oitavos, por causa dos golos fora. Uma época menor, uma camisola maior: efémera, carregada de marcas e com o número do melhor da casa.
Aqui no Hoopster colecionamos também os detalhes que duraram um punhado de jogos: o meo3D de uma moda tecnológica que passou, nas costas do 31 que nunca passou de moda. As raridades fazem-se destes acasos.